quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Pra quem não quer ser boneca.


Sério, ser boneca é um talento. Ser delicada, se vestir sempre “bonitinha”, cabelinho arrumado, comer e beber com moderação, ser enfim um exemplo de disciplina. Os contras são óbvios, mas formam um paradoxo, por que acredito que ser boneca é uma opção, então a pessoa não se incomoda em não se permitir coisas. Não se sente presa. Será?

Quem na vida nunca fez algo que parecia bonito aos olhos da sociedade e depois surtou e quis dar um grito de liberdade, por favor, atire a primeira pedra agora em seu monitor. Você é um robô e não precisa dele.  A não ser que você seja sem personalidade, mas aí duvido que tenha parado pra ler um texto com esse título.

Vou dizer que acho bonito,viu. Acho bonito quem consegue manter o cabelinho alinhado, o rosto com efeito “matte”, e uma essência de sandália Melissa até se for num churrasco. Mas assim, só acho bonito. A Impressão que me passa é uma pessoa numa lata de sardinha, aprisionada em sabe Deus o quê. Passa aquela lingüiça escorrendo gordura e diz que não, mas queria mesmo era molhar a farofa e misturar tudo. Ouve um pagodinho e quer fazer carinha de quem tá gostando demais, mas diz que prefere trance. Enfim,né.

Devo confessar, eu não sou boneca. Não sou nenhuma flor. Não que eu não seja cheirosa, vaidosa, nada disso. Amo me cuidar. Mas só consigo manter a linha até onde o limite do meu desejo de fazer aquilo que me dá prazer me permite. Eu quero fazer dieta, ficar gostosa e sarada, mas se na volta da academia eu encontro uns amigos tomando um chopp, plena sexta-feira...eu paro. Paro nem que seja pra tomar um ou dois. Dieta não combina com vida social. E vida social traz boa parte da alegria de toda uma vida.

Quero poder dizer que comi um saco de batata-frita sem culpa, desabafar que surtei e comi um pacote de biscoito recheado sozinha, sem ninguém me olhar como se eu não tivesse força de vontade. Mermão...eu tenho força de vontade sim, principalmente  pra viver. Quando a gordura me incomoda, faço dieta. Se não me incomoda mais, eu como. Como com prazer, bebo pra ficar ruim. Faço um tributo à todas as obras do capiroto na Terra: chocolate, rabanada, pizza, salgadinhos, comida de boteco, sorvete, bolo, lasanha...Viva à batata-frita! Viva àquela gordurinha charmosa no flanco! Mas principalmente: viva à mulheres felizes, que vivem como querem viver.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Por que não simplificar? parte II

Daí que de vez em quando bate aquela vontade de reler alguns posts e fatalmente acabo rindo horrores, ou ficando triste com algo que ainda não mudou. Felizmente nesse caso, eu ri pra cacete, rsrs. Dizia eu no primeiro post com esse titulo que as pessoas (leia-se homens né,rsrs) gostavam de complicar coisas que são simples, p/se desafiarem, e ao mesmo tempo banalizar as que são delicadas para não se permitir sair da zona de conforto.  Não sei que tipo de ácido eu tomei pra concluir isso, mas ainda acho que faz sentido. A diferença é que com o passar dos anos eu consegui ser madura o suficiente pra  identificar onde está a minha parcela de culpa numa situação assim. Hoje já sei que existe toda uma história de nós mulheres repetirmos padrões, das nossas mamães, que buscaram nossos papais, com seus defeitos, e enfim, essa parada aí explica muita coisa. Tem também todo o conhecimento a respeito de como você é responsável pelo que o universo te presenteia, de acordo com a sua vibração, ou seja, quem se coloca numa posição de uma pessoa sem valor jamais será valorizada mesmo, e por aí vai.

Então eu até acho que tudo que escrevi antes faz sentido. Só que é mais complexo do que se imagina, existem influências diversas sobre nós, mas é preciso aceitar que a grande responsabilidade sobre todas elas é nossa. Isso pode ser entendido através do conhecimento das leis que regem o universo, como a de causa e efeito, ou de forma mais simples, “bateu, levou”.  Independente da sua crença, acho que todos concordamos que quem planta o bem, colhe o bem, e quem planta o mal, colhe o mal. Assim como você é o que você pensa, o que você fala, come e faz. Então não vale culpar pessoas e muito menos a Deus pelos resultados teoricamente catastróficos que você teve na vida. Seja na vida afetiva, profissional ou familiar, tudo é por nossa conta.

Aliás a única coisa que eu discordo do que escrevi antes foi o egoísmo tremendo ao achar que as bruacas não merecem ser amadas. Cara, todo mundo tem seu chinelo velho. O pensamento deve ser o inverso: se aquele que você achava que só era bom pra você preferiu a bruaca, então minha amiga, é pq a bruaca é o que ele merece, e você merece coisa melhor. Melhor no sentido de ser o que você precisa naquele momento. Mas cada um tem que se colocar na posição de merecedor da felicidade pra descobrir o que é melhor pra si. É muito mais fácil e cômodo achar que o outro te iludiu, e não que você mesmo quis se iludir, né. Na maioria das vezes quem viu coisa onde não tinha, fomos nós mesmos. Muito mais fácil também achar que o outro não teve compreensão e tolerância com você, ao invés de reconhecer que de fato você também errou. E claro, fácil mesmo é dizer que você não conseguiu aquele emprego desejado por que seus inimigos fizeram uma macumba violenta pra você, e não admitir que você além de não se considerar merecedor, não se esforçou o bastante e por que não, atraiu toda a energia negativa dos seus inimigos pra si.  Ou simplesmente entender que uma situação não foi pra frente por que não era pra ser.

Diante disso, nós sempre temos escolhas. Quando alguém te dá um presente, você pode aceitar ou não. O mesmo vale pra tudo que a vida te oferece. Quando alguém te faz uma ofensa, você pode aceitar ou deixar ela se perder. Quando você lê ou ouve algo que parece uma crítica, aquilo pode ser encarado como uma alfinetada ou como uma lição de vida. Já pensou quantos cânceres poderiam ter sido evitados se conseguíssemos deixar de lado esse orgulho infantil de não deixar nada por menos? Pois bem...o lance é acordar cada dia e fazer a opção por ser feliz. Não importa onde, nem com quem, nem como. É só filtrar as escolhas, sempre avaliar se aquilo vai acrescentar algo pra você ou ao próximo. Não é  tão fácil, eu sei, mas é um exercício continuo de aprimoramento da nossa mente. Para atrair o bem, deve-se pensar e praticar o bem. Não há outra forma.

 

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Futebol é coisa de maluco

Às vezes eu fico pensando, tanta coisa pra importar da Inglaterra, a gente optou logo pelo futebol. Podia ter importado o chá, a pontualidade, a pedâncERROR, digo, a “finesse”, mas não. Dizem que você nasce com o pecado original, mas na verdade você já nasce com time. Onde já se viu, a criança nem sabe reconhecer direito as pessoas, já ganha camisetinha, macacãozinho e tudo, do time do pai (na maioria das vezes), que força o reconhecimento do escudo do time desde cedo. Eu imagino se meu pai fosse flamenguista, eu gofando em cima da roupa pra demonstrar minha insatisfação da única forma que eu sabia fazer. Se bem que, eu faria o mesmo hoje, hehehe.

Se você não curte e acompanha futebol no Brasil, especialmente aqui no eixo RJ/SP, você pode acreditar que vai ficar de fora de um monte de conversa de boteco, de almoço de domingo, de segunda-feira de manhã. Mas isso é a única coisa que se perde. Gostar de futebol dá trabalho. Exige muito emocional, financeira e fisicamente. É um exercício de paciência, fé, tolerância, resignação. Tudo isso é necessário pra aguentar um jogo tenso, a zuação dos rivais e os absurdos que os que desconhecem a história do próprio time e do seu falam, acreditar que é possível virar um jogo que está 4x0 fora de casa, comprar camisa oficial em 6x no cartão, e mais uma série de coisas.

Futebol desperta os sentimentos mais primitivos nas pessoas. Você pode ver um diplomata cheio de classe mandando um vizinho rival chupar alguma coisa num momento de virada, ou um playboyzinho  fresco mandando alguém fazer colonoscopia quando tão zuando o time dela (que neste caso, por definição é o Fluminense. Como se ele achasse esse xingamento ofensivo,néééam). Você só não pode ouvir alguma manifestação de algum torcedor do Botafogo, a não ser que você seja um explorador e esteja acostumado a encontrar objetos super raros. Aliás esses dias eu vi uma menina com um relógio do Botafogo e fiquei pensando...não tem como fazer um item tipo edição especial de colecionador do Botafogo, né? A não ser que a tiragem seja tipo 5 unidades, rsrsrs. Ok, vamos deixar o bairro simpático pra trás (ou esperar que eles mesmo façam isso por conta própria). Logicamente não vou comentar as zuações ditas sobre o Vasco, por que além de não procederem, o texto é meu e eu quero que seja tendencioso, e daí? :P

Depois de “superar” a sensação amarga do rebaixamento do Vasco em 2008, e quase deslizar e não subir de volta à série A no ano seguinte, a gente tá meio escaldado, essa que é a verdade. Vamos combinar que a história do time  até 2000 é FODA, e eu me orgulho muito disso. Não que agora não seja orgulho, torcedor apaixonado apoia seu time em todas as horas, mas a gente tá precisando recriar as bases sólidas que tínhamos antigamente. Das bases sólidas hoje só temos Juninho Pernambucano, nosso Reizinho, e o maestro Felipe. É de se esperar que         em pouco tempo os dois já estejam na hora de pendurar as chuteiras, e até o momento não se vê investimento por parte do clube em tapar esses rombos. Muito pelo contrário, hoje a torcida sabe que a perda de 4 grandes jogadores , Diego Souza, Allan, Fagner e Rômulo, é a principal causa do desequilíbrio e falta de entrosamento do time em campo. O time passou por todos os momentos de expectativa de 2011 junto, já estava com o desejo de conquistar os títulos este ano, e sofreu esses desfalques. Não sou contra venda ou empréstimo de jogadores, mas acho que pra sair tem que entrar, e me parece que não pensaram muito bem nisso antes. Ou seja, Dinamite tá Euricuzando a bagaça toda.

Sei que eu posso dizer que era muito mais feliz quando eu não entendia muito e não acompanhava futebol. Mentira, rsrs. Mas parece papo de maluco, papo de desocupado, dizer que futebol te faz viver várias emoções, já chorei de alegria, chorei sozinha de tristeza (nesse segundo turno eu já desisti de chorar,rs), já ri muito do Flamengo se fu*&#do ou do Loco Abreu errando pênalti (quando deixavam ele entrar em campo), das piadas prontas sobre o Florminense que agora é CBFlu com o reforço da arbitragem, enfim. Sei que não canso de querer meu Vasco de volta, assim como eu sei que os torcedores do Flamengo querem o time deles de volta e que a Patrícia vá pra puta que lhe pariu. Quero que a Unimed pare de pagar os árbitros e pague os médicos do meu plano decentemente. Quero que o Botafogo continue sendo um bairro não tão simpático, assim a gente garante ao menos essa piada já que agora a merda do Corinthians tem uma Libertadores (RIP piada pronta do Corinthians, luto eterno). Quero continuar torcendo pelo meu Gigante da Colina, mesmo que minha paciência esse ano tenha acabado, o amor pelo Vasco não morre, jamais.


 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

terça-feira, 23 de outubro de 2012

De Avenida Brasil à Salve Jorge, comofaz?

Difícil falar sobre algo que foi tão acompanhado por tantas milhões de pessoas, mas vale tentar. Afinal, Avenida Brasil foi indiscutivelmente um grande sucesso, goste você ou não. É o tipo da novela ame ou deixe, mas ainda assim, até os haters contribuem pro  seu prestígio ao iniciarem discussões (inúteis) sobre os temas abordados. De fato, vingança, traição e tragédias infantis é polêmico, é pesado, mas se você der o braço a torcer vai dizer que ficou curioso em como o autor ia terminar essa história. E isso mobilizou gente como se fosse final de copa, sem dúvida.

Na minha humilde opinião de noveleira,  João Emanuel Carneiro (carinhosamente o JEC) se superou desde A Favorita, que foi seu último super aclamado sucesso do horário nobre. Em tese a trama de A Favorita foi mais cheia de mistérios e surpresas, mas então, o que teve de tão especial em Avenida Brasil?

Pra começar acho que o principal é: ser o retrato da classe que compunha a maior parte do público de novelas. Quem não mora num subúrbiozinho da vida e não se identificou né? Ou quem não mora e não sentiu uma pontinha de vontade de morar? Um bairro onde as mulheres são rycas, onde todo mundo já se pegou ou vai se pegar e ainda assim todo mundo mantém o respeito, acho que é por isso que o nome é Divino (prioridades, né glr). Um lugar onde todos os casamentos e separações são feitas em público sem cobrar ingresso, acho a cara da chiqueza isso. Fora aquela família onde todo mundo come junto grita junto sofre junto é sequestrado junto é enganado junto pega Suellen junto AFF  chega.

A história já começa tensa com uma garotinha mega fooofa (que aliás também deu um show) perdendo o pai e sendo abandonada num lixão. Carminha foi odiada e amada o tempo todo, desde o início da novela, tanto pela personagem quanto pelo show de Adriana esteves. Foram altos e baixos, que fizeram a gente se confundir em saber quem era a mocinha e quem era a vilã. E aí a novela pode sim se dar ao luxo de terminar com um final dito previsível tendo como destaque a “chupetinha” do Adauto <333 .="." o:p="o:p">

Avenida Brasil foi enfim, um marco na teledramaturgiazzzz bla bla bla, mas e agora José? Como fazer esse povo da internê se mobilizar de novo ou se acostumar que não vai mais ter flashmob #OiOiOi no começo da novela? Ah mas é simples: novela da Glória Perez, vai pelo menos mobilizar o povo pra criticar.

Salve Jorge tem um puta desafio pela frente e resolve arriscar uma protagonista não muito aclamada pelo público. Acho que isso pode dar super certo ou ser um tiro no pé. Eu sinceramente prefiro a Nanda Costa do que por exemplo a Debora Secco falando com asma o tempo todo, ou a Juliana Paes de novo com o Raj. Aí ela pega e me coloca de novo esses elementos básicos de Glorinha, como mães de idade absurdas pras suas filhas, tipo a Giovana Antonelli sendo mãe da Mariana Rios, ou a Dira Paes sendo mãe da Nada Consta. Depois vem aquele lance de forçar um teletransporte pra países da conchinchina com uma cultura muito rica e  LÓGICO, os traços dessa cultura muito rica. Especialmente: dancinhas e expressões que seriam as mais usadas (pela Glória Perez né, pq vamo combiná, eu sei que indianos não falam are baba o tempo todo). Isso é sempre um desafio à nossa paciência.

Fora QUE: Avenida Brasil teve um facilitador, que foi suceder à Fina Estampa. Se euzinha escrevesse uma novela e contratasse um grupo de teatro de colégio interno pra atuar, com a direção de uma cacatua, conseguiria ser melhor que Fina estampa. Então assim, eu acho que a gente tem que dar um desconto, nada de ficar mandando #OiOiOi pra Glorinha, até que ela peça por isso (tipo o nosso amigo Aguinaldão pediu, né). Até por que, no final das contas a contribuição dela pros nossos comentários de Avenida foi grande, com o elenco de O Clone, que se não tivesse sido uma novela marcante, como Caminho das índias foi, ninguém se lembraria de um nome horroroso como Albieri (Deus, me ajude a não lembrar de Deuzuíte daqui a 5 anos).

Pra encerrar de vez o OiOiOi e dar chance à Salve Jorge, recomendo super a leitura da escala de ódio que a linda da Bic Muller fez no Morri:  

CERTEZA que vai ajudar, uhauahuaha. Bejo grande.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Agradecimentos à Mark Zuckerberg

Pra quem pensava que o falecido Orkut tinha chegado ao limite: não há nada que esteja tão ruim que não possa piorar. E digo mais: o termo “orkutização” nem se aplica mais ao que acontece hoje com o Facebook, por que eu acho que as pessoas já perceberam que não era tão ruim assim clicar no peixinho e ver a magia da natureza em ação. Não, péra...

Quando Mark comemorou o milionésimo usuário, acho que ele não se deu conta do que estava prestes à acontecer. Ele não contava com a criatividade do povo brasileiro p/ cagalhofar a porra toda, certeza. Até por que inicialmente as pessoas no Brasil achavam “difícil de usar”, e “muito sem graça”. Eu fui uma que pensou assim, mas depois percebi que era só diferente pra cacete do Orkut e achei que ele tirou tudo que era escroto, na verdade. Ou seja, seria ótimo que a galera que curte umas fotos de cofrinho na laje e que “Sǿ adD c/$©RȦp” ficasse no Orkut e o povo que só quer manter contato com amigos distantes ficasse no FB. Mas se fosse fácil se chamaria Paris Hilton, e não vida.

Daí que descobriram esse negócio de fan page...tsc. Nada contra, acho um ótimo substituto das “comunidades”, uma boa ferramenta de marketing p/empresas, e etc. Mas CARALHO aí surgem as páginas estilo “Estado civil: feliz” pras mina que pira mandarem indiretas pros mano que “magoaram seus corações”ou o super ~~hit~~ “Gina Indelicada” e mostram que a cisterna de chorume do face é muito, mas muito maior. Aliás, do ~~fêice~~ pros íntimos. É o poder do chorume que faz o seromano começar o dia dando “bom dia fêices!” e tendo 427 “curtir”. E é ele também que faz todo mundo dar check in em Ipanema posto 9 quando na verdade tá subindo o Cantagalo. Não que eu ache que isso é um demérito, foi justamente o oposto que eu coloquei. Quer facilitar a vida de stalkers e sequestradores e dizer exatamente onde você tá? Beleza, mas daí fala  a verdade pelo menos né.

Acho super chique também os movimentos em favor dos animais, contra desigualdade social entre celebridades e anônimos, ou aqueles que tentam te coagir a curtir foto de portadores de necessidades especiais, como se tudo isso fosse surtir algum efeito na vida real. Por que o cara é INCAPAZ  de levantar a porra do cu daquela cadeira de computador pra ir visitar a AACD, mas se acha no direito de pedir que você não finja que não viu a foto da pequena com Síndrome de Down. Compra revista “Quem” e não perde “A Fazenda” mas acha plausível mandar um “compartilhe se você acha um absurdo a Xuxa ganhar 2 milhões só pra pintar o cabelo”. Não que eu veja fofocas de famosos de vez em quando, e também não que eu seja um exemplo de pessoa que ajuda várias instituições, mas também não fico enchendo o mural dos outros com manifestações vazias.

Tem muita coisa legal que é compartilhada, muitos debates interessantes são propostos, acho que a velocidade com que as informações são compartilhadas e replicadas permite que a internet manifeste “seu poder”, o problema é que pra chegar ao conteúdo legal é preciso navegar num mar de chorume e se sentir na casa da mãe Lucinda de tanto lixo.
Então eu hoje agradeço imensamente ao menino Mark por permitir que eu saiba quando as pessoas acordam, dormem, comem, descomem, voam,  fazem sexo (se bem que eu acho que quem faz sexo não publica muito no FB,rs), se magoam, e mandam indiretas. Eu realmente preciso saber disso de todos os meus 400 amigos, e não só dos mais íntimos, quando eu quiser saber. Também agradeço por todos os dias ganhar bom dia de gatinhos saltitantes fazendo atividades humanas e que me fazem ter pesadelo todas as noites. É por isso que eu digo: o problema da rede é que ela é social...

domingo, 13 de março de 2011

Reflexões de 8 de março

Bem, hoje estou aqui para relatar casos e dividir algumas conclusões recentes,que não deveriam ter sido recentes, mas fazer o quê.

Eu diria que o primeiro é um caso clínico. Sabe o judas-surdo?Aquele que levou a maior quantidade de foras e vetos por segundo, minuto, hora, Watt, kcal...Para nada. O filho de uma puta (só falando assim, é algum problema no sangue, cromossomo, etc) conseguiu fazer a proeza de fingir que não entendeu mais um fora meu...(assim...to achando que a surda aqui agora sou eu, que né possível que eu ainda não tenha entendido também que ele não vai entender!!sacou??) antes de tudo teve a capacidade de nascer. É, é isso aí, a primeira grande merda que uma pessoa dessas faz é vir ao mundo, com tendência a ter essa mente. Mas a gente entende, ele deve ter sido um escaravelho na última encarnação. A questão é: ele pode ser o energúmeno que quiser, mas não, NÃO pode achar que eu sirvo pra ser amante dele. É mais um desses idiotas que namoram uma água de salsicha e vão procurar tabasco por aí. Uma raça que eu adoraria exterminar, mas como provavelmente com isso a relação candidata-vaga ia quintuplicar, melhor abortar a missão.

Falando em candidatas-vaga, preciso mencionar como o “pessoal” anda jogando pesado, fica difícil acompanhar o ritmo. Se bem que, eu me recuso a acompanhar um ritmo como esse. E a ferramenta do demo que elas usam, são as queridas redes sociais: O cara posta qualquer comentário e aquilo vira uma guerra de quem dá mais mole, de quem consegue ser mais fácil na réplica. É um comentário abaixo do outro, sem se preocupar se tem concorrência acima ou não. O cara escreve “Varrendo a casa...”. Reações: “aaaai, qui linduuuu (daquela aluninha fã de Edward Cullen que tá dando molezinho), ou “Nossa..que prendado!!!....;)” (daquela balzaca desesperada por um bom partido, que vê nele a solução dos seus problemas) ou ainda “hummmm...quer ajuda? Chego aí em minutos pra pegar na vassoura....” ok. Esse tipo geral conhece. Mesmo.
Aí deixa de ser concorrência, vira uma associação de mulheres que lançam as maiores ofertas, de menores valores, com o intuito de derrubar uma outra específica. Foi mal,mas isso é... truste! Com tanta facilidade assim, como que ele vai preferir aquela que não sufoca, que não explana nada, e que ainda por cima já conhece todos os “defeitos” dele? Não há como. Por que “diretas já” é pro pessoal que é “decidido” na vida. Eu não sou dessas. Elas esguicham feromônios no alvo como se fosse a teia do homem aranha, sem o menor filtro.

Então a gente perde tempo escrevendo emails de resposta malcriados pro Judas-surdo, mandando indiretas via MSN e Facebook, pra nada. Por que sabe o que é importante? É gente ter a certeza de que ninguém pode nos rotular de algo que não somos. Ninguém pode atribuir a nós um valor que está muito abaixo do que sabemos ter. Se você mesma não tiver esta certeza, sem dúvida não vai ser um idiota que vai ter. E mais: você vai continuar esperando por idiotas, ao invés de olhar além e se achar capaz de conquistar alguém que seja HOMEM, e se comporte como tal.
Até por que, eu não tenho mais esperança de que eles não sejam mais uns filhos da puta...mas que escondam isso muito bem, "até que a morte nos separe".

#prontofalei.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Freud Explica

Mesmo de ressaca, a nossa mente é capaz de chegar a algumas conclusões úteis ocasionalmente. E foi nesse contexto que hoje, com 90% das minhas cognições de férias, que eu concluí que o nosso inconsciente é um filho da puta intrometido, que esse tal Freud incentivou a fazer motins de vez em quando. Vamos aos semi-fatos (ignorando detalhes, obviamente).
Despertei hoje por volta das 8h da manhã, sol a pino, boca seca e cabeça zonza. Computador enrolado pelo lençol caindo no chão e celular na mão. Segunda conclusão brilhante? “Puta que o pariu...fiz merda, na certa.” Levantei e fui beber dez litros de água pra ver se voltava ao menos a sentir minhas falanges. Vi a caixa de Nuggets, logo, rolou uma larica antes de eu conseguir ir pro banheiro, tomar banho, colocar a roupa pra lavar, passar removedor de maquiagem, colocar o anti-sinais noturno, creme dos pés, e guardar as minhas lentes devidamente. Ou seja, terceira conclusão brilhante: mesmo zêbada eu sou uma chata paranóica. Então não procurei entender por que diabos eu entrei na internet às 4 da manhã (fora o fato de ter alimentado meu pet no Vila Mágica...hehe), mas apenas comecei a tentar desfazer os gaps da minha memória. Comecei a crer que possivelmente me aproveitei do fato de eu estar praticamente volitando enquanto as moléculas de etanol assumiam o controle, e eu entrei no famoso momento telefone. E é nessa hora que eu evoco a cláusula [supressed comments] ou [scene missing] pra evitar qualquer fadiga adicional. Mas, para fins de gerar uma compreensão mínima por parte de quem se presta a ler isso, só lanço a seguinte hipótese para reflexão: imagina você, que defende com unhas e dentes que “existe amizade entre homem e mulher sim”, um dia decide ficar bebadaça e envia mensagens “convidativas” praquele amiguinho de longa data, que sabe de todos os seus rolos, dos quais você conhece algumas “peripécias”, etc? Super inteligente, não?
Dividindo o fato com minha querida amiga, ela ressaltou que tudo que tinha sido “manifestado” (eu a corrigi, dizendo que tava mais pra ter sido despejado, quase um momento catártico) deveria já existir aqui em algum lugar da minha pessoa, possivelmente, nesse meliante que é o inconsciente. Aí ele arma o circo e depois quem tem que colocar o leão de volta na jaula sou eu, né?? Manda agora Freud explicar, por que em mim ninguém vai acreditar...
Tendo agora que conviver com uma ressaca física e moral, chega o momento que o consciente temia: explicar pro dito-cujo o que foi aquele tsunami de informações que ele recebeu na madrugada anterior. Obviamente que a pessoa acha que é sacanagem, ou...fica fingindo que acha que é sacanagem pra ver até onde você insiste que não era sacanagem. OPA! Pára tudo!!! Detalhe 1: sacou que implicitamente eu já assumi que foi tudo parcialmente consciente?? Detalhe 2: olha o processo kármico aí...você passa anos revelando detalhes do universo feminino pro cara...dizendo como você se sente em relação a isso,”bã...”...e ele vai lá e usa contra você, da mesma forma. Ok, né...e você esperava que tipo de cumplicidade? Como se fosse parar por aí.
Fiz essa breve narrativa para que eu mesma pudesse visualizar tudo desde o principio, e recordar como as coisas conseguem chegar ao ponto que estão. Depois de finalmente aceitar a idéia de que existia em mim uma vontade de pegar um amigo, mesmo que velada a 7 chaves, pensava no quão estranho seria concretizar essa coisa toda. Pensava também no quão desocupada deve estar a minha mente, pois todos sabemos que “mente vazia é a oficina do diabo”. E isso só pode ter sido obra do demo.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Se você está contente, bata palmas!

Véspera de feriado. Plena segunda-feira. Levanta a mão quem tá afim de trabalhar? Pois é...Aí decido eu compartilhar essa alegria de viver com uma das minhas queridas amigas:

“Bom diaaaa(hipocrisia³)!!! Se vc já deu bom dia pro sol, ponto pra vc!!Se vc já deu bom dia pro bem-te-vi infernizando na sua janela, ponto de novo pra vc! (aliás, no meu caso, se vc tem uma janela pra um bem-te-vi te infernizar, vc já tem mil pontos à minha frente. Isso aqui me faz sentir que trabalho dentro de um ácaro gigante, que se alimenta de esporos de Aspergillus nigrus, além de claustrofóbica, é claro). Mas principalmente, se vc está muuuuito contente de estar trabalhando num dia como hoje, considere-se uma pessoa com elevação espiritual superior e bata palmas! (brincadeira não bata palmas aí e nem em lugar nenhum, sozinho, ou acompanhado, pois sua elevação vai parecer retardamento).
Então é isso, essa curta mensagem de otimismo pela manhã, eu escrevo para dividir com vc querida amiga, a minha sensação supra-sumo da realização por estar aqui neste dia, enquanto espirro a cada letra que teclo, com um olho fechado e outro aberto pq to com crise de enxaqueca tipo hemicrania, e pra melhorar tenho que ficar aqui torcendo pra não ter nenhum piriri no meio do dia, e especialmente no ônibus indo embora, né.”

Vida feliz essa! A bonita me responde com uma mensagem de reflexão, daquelas que começam comoventes tipo “se vc se sente só....(imagem triste)...abandonado pelo mundo...(imagem mais triste) ...sem amigos nem companhia...(imagem pra suicídio)...PORRA, VÁ DAR UM PASSEIO NA PRAÇA DA SÉ, QUE VC LOGO SE SENTE EM CASA!!”.

Pausa. Isso seria relevante num dia comum, MASSS...não hoje. Então ela me inspirou vários pensamentos degradantes e a trabalhar ouvindo música, mas eu acho que fui infeliz na escolha. Se liga na tréplica:

“Me sinto inspirada. Depois do seu email sobre a praça da Sé então, mal caibo em mim de tanta vontade de transcrever as idéias estapafúrdias (isso, e com palavras difíceis) que me vêm à mente. Tipo, junta aí uma enxaqueca insuportável( já falei dela hoje?acho que não né...), + um mal estar que me tira o apetite (não posso comer pra me distrair...), + segunda-feira+segunda-feira véspera de feriado trabalhando com esse tempo pró-cama+a simples dor de existir. Aííííí...pra ajudar a pessoa resolve abrir a temporada “Love Metal ‘cause metal is the Law!!” pra poder trabalhar ouvindo música pelo último dia. Olha que ótima idéia.
O repertório começa com “I don’t want to miss a thing”. Eu sei que ninguém precisa saber as visões de Raven que me vieram na hora, mas eu tenho a necessidade de partilhar, dá licença? Óóóóbvio que imaginei a criatura lá dormindo, possivelmente roncando, e eu lá parada babacamente observando. Claro, essa é a parte do “I could stay awake...to heeeear you breeeeathiiiing...” (“breathing” merece aspas particulares, darling. Ainda mais se ele tem asma.)aí continua por “...watch your smile while you are sleeping...while your far away and dreaming…” claro…depois de dar umazinha bem dada ele dorme, só vc que fica acordada igual a uma imbecil observando a satisfação dele. Far away? Possivelmente em outro estado. Não preciso dizer qual é, né. Ou então tá sonhando que quando ele acorda eu virei uma pizza. Aí...a melhor parte...”I could spend my life...in this sweeeeeeet (hã?) surreeender….”Cara. I “could”? sweet”? hã???? Cara, eu já passo a vida nessa merda. Desde sempre. Afinal, quando se conta em "anos" já é uma vida. E a parte do sweet a gente ignora, pq pra mim é tudo muito sour. Só existe uma coisa que é sweet nessa história, e é por ela ser sweet de ter tanto mel que eu spend my life in the fuc*¨&%&g surrender! Mas deixa isso pra lá pq só de lembrar eu to quase largando esse email pela metade e indo digitar uma mensagenzinha!!

Ok,ok...graças a Deus a onda Aerosmith acabou antes do meu Armagedon mental acontecer. Eis que depois da minha playlist me enganar com uma musiquinha animada que é “It’s my life” (isso mesmo...lembranças das baladas em sampa...dancinha pro vocalista da bandinha...”my heart is like an open highway...k-o...etc), começa..nada menos que “Always”. Foi só comigo ou mais alguém teve um Dèjá vu???parece que a porcaria do troço só se empenha em me massacrar com a mensagem “sempre, minha filha.,...sempre vai assim, pq vc always vai estar aí pra ele...”. Sério, o que é o trecho "and IIIII...will looove yoooou...bêibeeeeee....aaaaalwayyyyssss...”?É pra estar em casa tomando Haagen Darz de 1L direto do pote, colocando metade de um frasco de cobertura de chocolate em cada colherada, de pantufas e pijama de bichinho, pingando sorine pq meu nariz já entupiu completamente de tanto que eu soluçar. Sério, kd a janela??? Vou abrir um chamado e pedir uma janela só pra mim, só que direto no chão!!

Enfim depois de permanecer alguns instantes absorta em meus pensamentos idiotas, o arremate final. “I’ll be there for you”. Não...de quem foi a p*** da idéia??
Olha só que coisa: “ I guess this time you’re really leaving...”. Você acha mesmo que ele pensa isso? Pensa naaaaada! Até pq depois ele diz “I’ll be there for you...these 5 words I swear to you”. Ou seeeejammmm....se quiser, pode vir que eu to facinho!! E o pior!! A recíproca é verdadeira!!! Mas assim....Pq essa musica tem que colocar esse tipo de idéia na minha cabeça?? Será que é pq fui eu quem baixou e a colocou pra tocar?
....E vc ainda acha uma boa me enviar um outro email da praça da Sé??”

E vc aí???ainda vai tecer aquele seu comentário escroto sobre a minha dor de cotovelo assumida?? :S

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Holter 24 horas

Um título desse sugere algo entre Grey's Anatomy e Jack Bauer, certo? Tsc...

Bom...não sei como passar este dia sem partilhar algumas mensagens de carinho e fraternidade com as minhas queridas amigas de curral. Se bem que, a palavra “mensagem”, nesse momento, produz o primeiro desvio dos meus batimentos que estão sendo registrados nesse aparelhinho de holter, meu fiel companheiro pelas próximas 24h. Explico.

Hoje eu me programei pra fazer meus exames de tira-teima, aqueles que toda vez que eu to ansiosa demais acho que to tendo sintomas de infarto e decido fazer check-up pra voltar a ser feliz (correção: pseudo-feliz, claro). Tava bem-humorada, e possivelmente sendo motivo de piada (give it a damn) por que estava lendo “Mulé é um bicho burro mermo”, com a capa em pé na minha cara pra toda a sala de espera ver. O máximo, não? Eu ria copiosamente enquanto lia algo sobre conflito de interesses numa relação, sobre a vaidade que faz as pessoas terem atitudes absurdas, essas coisas. E ria, ria muito, confirmando aquela coisa de que “um dia eu ainda vou rir de tudo isso!”. Mas como cantava Ana Carolina na JB nesse exato momento, “Tudo paaassa....”.
Vi a luzinha de mensagem piscando no meu celular (pequeno parêntese:tem sensação boa mais besta que essa?É uma felicidade extrema ver que rolou uma mensagenzinha! Fecha parêntese.) rementente: "Bebê*", às 8h32. (parêntese 2:pra que manter na agenda o nome carinhoso do indivíduo?já é absurdo ele continuar na minha agenda, com esse pseudônimo de 4 letras que na verdade se traduz em esse-é-o-meu-amigo-fofo-que é-lindo-e-me-come-de-vez-em-quando.Aff!!!um complemento ideal seria "e-que-apareceu-namorando-10-dias-depois-de-nós-sairmos-pela-última-vez". É, isso mesmo.). Saca qual foi a da mensagem:

“bom dia cabeça (isso às 8h30 de hoje. Sentiu a retribuição do apelido carinhoso que eu dei a ele?hã?hã?). Vou comprar Aerolin, é melhor que Berotec,né"

...

Pausa. Reflexão. Esperar para que a vontade de cometer um homicídio doloso suma do seu peito.
Pensei.
Não acredito que essa pessoa tá me perguntando isso, pqp.
Eu sei que no meu juramento eu disse que ia dar assistência farmacêutica no matter what, mas MEEEEEU!
Eu preciso mesmo receber uma mensagem dessa, numa situação dessa????? (contextualizando: ele relatou uma crise de asma mês passado, que logicamente ele usou como desculpa pra não me com... digo, não sairmos nesse dia. E aí ele me disse que tava tomando Berotec e tava bolado por ter ficado com taquicardia, então eu disse que já era pra ter trocado por, no mínimo, Aerolin, que era mais seletivo e por isso daria menos esse efeito. Como estávamos no MSN, imagino ele dormindo nesse momento, com o Charlie Brown Mode [ON]. De volta à situação. )
Respirei e recobrei meu juízo, nunca se sabe quando um psicopata pode querer te denunciar pro conselho federal. Respondi, educadamente (ou não tanto): "Pode ser melhor sim, de qualquer forma, sempre consulte o seu médico"
E esse é o momento em que eu assumo a posição do cafa que dá respostas ambíguas mas que ninguém pode dizer que vc foi grossa!eu não fui grossa, senão toda propaganda da medicamentos seria grossa tb! Eu só repeti os dizeres que a Anvisa obriga a gente a dizer! Esperava de fato que não fosse receber uma resposta. masssss...a vida não é assim tão bonita. Nem fácil. Ele responde:

(respira fundo pra resposta)

"tá bolada comigo não, né?"

Bom...por onde começar? Ainda bem que nesse momento eu ainda não estava com o meu Holter em mim, nem quero saber como foram meus batimentos nessa hora. Antes que vocês esperem muito, não, eu não respondi. Mas confesso que rolou uma dúvida. Oscilações entre momentos de burralda orgulhosa e burralda-burralda. Pensei em responder ironicamente dizendo “oh. Imagina. Nem tenho motivo pra isso.” ou ainda somente um “será? E pra que vc quer saber?" Só que já ciente de que uma linha mega tênue separa um fora de um pedido de casamento quando se trata de uma relação cafa-burralda, preferi silenciar. Pensei na possibilidade dele ter mandado essa só pra puxar assunto e sentir se eu tô puta da vida ou não, ou mesmo pra saber se eu sei que ele tá amarrado ou não (aliás, em nome de Jesus, por que encosto tem mais que é que ficar amarrado mesmo!). Mas cara...nesse momento eu fui chamada pra colocar esse monte de fios que captam cada onda que sai do meu coraçãozinho. Então pensei...se eu responder, ele vai vir com aquele álibi ridículo de que eu também fiz isso quando comecei a namorar e estávamos saindo (isso mesmo, um circulo vicioso muito do besta). Não sei qual parte ele ainda não entendeu que eu não fiz isso do nada em nenhuma das vezes, por que a burrica sempre começou aquele conversê dizendo que iria se afastar dele “por que nós queremos coisas diferentes”. Mas ele é cafa, e todo cafa profissa que se preze tem que ter argumento pra tudo. Esses então, que como ele, têm reconhecimento de autenticidade em cartório (aliás, ele deve ter firmas reconhecidas por todo o país, diga-se de passagem), conseguem convencer até a si mesmos que tinham a melhor das intenções. Blé. Nojinho...
Então pensando numa possível alteração no resultado do meu exame por uma causa tão sem causa, eu aboli a resposta. Caso ele de fato queira saber se eu fiquei “boladinha” com ele, que pergunte depois. Lógico que ele só iria querer saber pra ter certeza de que se esse conto de fadas que a namoradinha dele tá vivendo (veja bem[1]: ELA está vivendo ; veja bem [2]:não estou, de forma alguma torcendo pra isso pro espaço. Prefiro mesmo é que essa cidadã consiga converter um cafa, cacilda!!) for pro espaço, ele vai ou não poder voltar pro jardim dele. Afinal, “borboletas sempre voltam, e o seu jardim sou eu”.

Depois disso tudo isso fui informada na sala de exames que eu teria que ficar 24 horas sem tomar banho e registrando todo o tipo de atividade que eu fizesse, emoçoes e aborecimentos. Quase que eu falei, "ô filhinha...tem um diário aí não?? uma folha é uma piada pra mim!". Mas o grande lance é encarar essas longas 24h numa boa, e torcer pra não receber mais mensagens pseudo-inocentes e e-mails esdrúxulos do judas-surdo(ih...esse é papo pra um outro post..mas vai lendo esse das burraldas pra saber os conceitos básicos.)

Agora, não vou fazer a clássica pergunta “meninas, mas me digam aí, eu mereço??” Por que sei que no fundo, eu devo merecer sim. Eu devo ter sido um belo dum encosto pra um monte de otárias na minha vida anterior, ou quem sabe eu fui a madrasta da Cinderela,Cruella DeVil, sei lá. Já pensei até na possibilidade de eu ter sido um homem, mas aquele puta-mega-cafa com carimbo e crachá. Se for, valeu aí pessoal, já aprendi a lição, dá pra aliviar minha barra agora? Enfim, a vida é essa aí, e a luta continua companheiras!




*rolou pseudônimo pro apelido, até pq tudo nessa vida é pseudo mesmo!

terça-feira, 18 de maio de 2010

O tempo é cruel?

Eis a questão. O tempo é o mais famoso e consagrado leva e trás. É alvo de uma luta constante, as mulheres querem apagar os sinais físicos e os homens nem deixam os sinais mentais aparecerem (hehe, brincadeirinha, não podia deixar de ter uma alfinetadazinha de leve). O tempo me faz pensar, hoje, na forma como eu o aproveito, estando claro para mim que ele é limitado, ao menos para esta existência.
Ele te trás experiência, mas leva o vigor físico. Te leva a inocência, mas te deixa menos sonhador. Quanto mais ele passa, menos você o detém. E ele não gosta de voltar atrás. A cada dia precisamos cada vez mais dele, pedimos dias de 48h, curtimos menos as coisas mais simples, vivemos à base da pressa, à base do “deixa pra amanhã, por que hoje não vai dar tempo”, e quando você pensa no seu dia, vê que na prática não aconteceu nada, só por e-mail ou MSN. Mandamos e-mails por que é mais prático, por isso vemos e falamos menos com as pessoas, resolvemos “coisas” via MSN por que não nos exige colocar a cara à tapa. As relações impessoais crescem, a troca de gentilezas diminui. E como “gentileza gera gentileza”, a coisa anda ficando escassa. As pessoas são cada vez menos marcantes na vida umas das outras, claro, mal há tempo para se trocar um olhar que dirá um gesto. E paradoxalmente as pessoas têm conseguido encontrar dentro de si a frieza necessária para tirar uma vida da forma mais rápida e irracional possível (se é que se pode dizer que há forma racional de fazê-lo), tornado-se assim, muito marcantes na vida dos que perderam mais alguém. Mas esse não é o foco no momento.
Segunda-feira. Ninguém gosta, claro. Há uma onda de depressão Express durante o anúncio do Fantástico, que se estende até aquela manhã especialmente cinzenta, sem-graça, sem ânimo, e com muito, mas muito trânsito. É a própria descrição do inferno astral semanal de cada um. Então você entra no ônibus (quando consegue, claro) e olha “pros córnos” do motorista, balbucia um bom dia por educação e entra, dando uma leve bufadinha quando passa na roleta (aliás, já reparou que a maioria das pessoas torce a boca pra passar na roleta??repara só!)e cata um canto pra sentar. Todo mundo detesta sentar no corredor por que fatalmente o ônibus vai encher e vai ter alguém ou sentando, ou apoiando 3 sacolas no seu ombro. Fora as bonitas que andam com aquele Mega Hair e ficam chicoteando ele, na sua cara. Isso por que você já se conformou (espero) de que vai chegar atrasado e entrar no cheque-especial do seu banco de horas. Demais, né?
Aí você entra, já com cara de poucos amigos, passa a frente do coleguinha pra bater o ponto e nessa “acidentalmente” bate a porta na cara dele, não precisa nem mencionar que não rolou um “ bom dia”. E assim o dia se arrasta, até a hora em que finalmente você pode voltar pra casa e esperar um restante de semana melhor.
Que tal reescrever esse dia?
Segunda-feira. Beleza, ninguém gosta, mas seria interessante se cada um procurasse fazer uma coisa mínima para tornar o dia do outro um pouco diferente. Primeiro de tudo:se te deprime, evite assistir o Fantástico, pelo menos não em casa, sozinho. Vá ao cinema, passeie na praia com alguém que você gosta muito, ria à toa com seus familiares, coma alguma besteira que você gosta muito, beba um bom vinho e vá dormir (não vale usar Vinho+Valium). Isso pra não mencionar opções mais convidativas, que variam de acordo com a particularidade de cada um, o importante é fazer algo que se goste muito. A semana já começa diferente.
Você pode olhar pra cara do motorista e dizer bom dia de verdade (sem, é claro, aquele ar de “Polyanna-bom dia,flor do dia!” que ninguém acha sincero), mas de fato, desejar que o cara tenha um bom dia. Você detesta andar naquela merda lotada pra ir e voltar, ele tem que andar quase o dia inteiro. Aí você senta, se puder. Conseguiu a janela? Beleza, não conseguiu? Se o coleguinha parar e quiser fazer você de puff, ofereça para segurar a bolsa dele. Garanto que isso vai deixar ele um pouquinho mais educado, e menos irritado de estar em pé. Coloca seu mp3 no ouvido e vai, relaxa, todo mundo já sabe que você vai chegar atrasado, e quem não sabe é por que chega ainda depois de você. Aí na hora de você bater o ponto a moça da limpeza tá tentando virar polvo pra abrir a porta e carregar o carrinho. Abra a porta pra ela e dê bom dia. Se pelo menos o seu dia não for melhor, o dela será.

Por que começar a falar do tempo pela segunda-feira? O fato é que cada vez mais a semana passa rápido, talvez por já começar num dia que 90% das pessoas desejam profundamente que se vá logo. E aí quando você percebe já é terça e você não marcou seu médico, é quarta e você ainda não comprou o presente de casamento do seu amigo, na quinta nada de levar seu carro pra revisão, sexta feira...pô, sexta- feira péra lá, é dia de chopp!(disso todo mundo lembra...rsrs)E aí no sábado você tem um casamento, um aniversário e ainda por cima marcou de levar seus sobrinhos ao cinema. Depois que você se deu conta de que não conseguiu fazer nenhuma das 3 coisas que tinha pra fazer, vai dormir puto da vida, pra passar o domingo “daquele jeito” (semana baseada em fatos reais).
E assim o tempo foi passando, e a razão entre os “sim” e “não” eu você disse à convites de amigos é bem menor que 1, quando não tende a zero. As coisas foram acontecendo e você não viu quase nenhuma de perto, quase não se emocionou, não trocou experiências, não ajudou ninguém, não teve coragem de dizer o que sentia de verdade, e ficou aí, se arrependendo do que não fez...
Me dei conta disso tudo dia desses, observando certas coisas. Um amigo que não vejo há muito colocou no Orkut a frase “aaaah! Monografia!!”, e me assustei, por que foi quase ontem que ele começou a faculdade. E percebi que não acompanhei isso com ele por que sempre achava que não havia tempo para estarmos juntos e fazermos as coisas simples de sempre. Quando comentei isso ele retrucou (como sempre, sabiamente):” é.... e a minha calvície cada vez mais se aproxima.... tem coisa mais cruel que o tempo? ... ai q saudades dos tempos de torta na cara...rs “.O mesmo vale para uma amiga que me convidou para ser madrinha de casamento dela há mais de 8 meses, e pasme, até hoje não nos encontramos, nem no chá de panela, e quando dei por mim o casamento é daqui a 3 dias. Tinha um casal que vivia me convidando pra ir fazer trilha ou Paint Ball com eles, e eu sempre achando que não dava, sendo que agora eles se separaram e pode ser que demore pra eu ter essa oportunidade de novo. Enfim, aí surge uma fila de “etc, etc...”
Não vou encerrar este texto com um clichê, até por que eu não concordo com a maioria deles. Não viva cada dia como se fosse o último, por que se realmente fosse e você tivesse essa certeza, isso te tiraria o juízo e você faria um monte de merda. Viva a cada dia com a intenção de tornar o seguinte melhor ainda, é assim que se aprende a valorizar a vida, e no dia em que for de fato o último você vai saber que fez o melhor. Fugir das oportunidades pode diminuir sua chance de se dar mal, mas diminui igualmente a de se dar bem, sendo que em qualquer das duas situações há aquisição de aprendizado, e isso não tem preço. Na verdade, as coisas que realmente ficam não têm preço, a não ser o que se paga por deixá-las escapar...

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Poemas escolhidos I

Olá, pessoas...pra variar, estive um bom tempinho sem postar nada de últil aqui (hum..alguma vez rolou algo útil??rsrs), então fiz mais uma vez a promessa a mim mesma que vou tentar manter o blog minimamente atualizado. Como o objetivo dele sempre foi dividir com as pessoas coisas que eu escrevia espontaneamente,achei interessante fazer este post. Recentemente achei uma dessas "relíquias" de adolescência, que nesse caso, foram alguns textos e poemas que eu escrevia no colégio. Me lembro que fazia muito isso, mas achei que tivesse perdido esses registros, quando de repente encontrei alguns disquetes velhos (redundância) e um foi chamado na época por Poemas Escolhidos. Vou postar alguns, e começo por um soneto (eu adorava literatura).



Noite (sonhos roubados)


Noite que cai,
mística e bela
suavemente revela
desejos meus a pairar


Noite, perdura
controlas meus sonhos
pensamentos medonhos
de alma impura

Noite, não se vá!
traga-me a esperança
q’esta utópica bonança
se realize, quiçá!

Esta noite roubaste meus sonhos
Mísero gatuno!
Sonho em mais uma noite bela,
te encontrar.




16-04-2000


Resumindo...eu tinha sonhado com alguém naquela noite. uhauhauaha, hj definitivamente eu sou muito mais prática! hehehe, bjs a todos!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Paranóia?!

Depois de um post completamente depressivo, que quase poderia ter sido complementado por “maníaco-” (ah, é de se compreender...escrevi no auge do meu inferno astral, vai...), decidi falar sobre algumas discussões que se travam no meu ambiente de trabalho. Afinal, em uma sala com 5 mulheres e 0,75 homem (Ronaldo Esper mode ON), fica difícil a gente não falar muito de roupas, maquiagem, sapatos e é claro, relacionamentos. Pra melhorar a minha situação, eu fui transferida de um plantão onde 4 eram solteiras e uma casada, pra outro onde todas são casadas. É dose aguentar tantos casos de sucesso de uma vez só...rsrs...Sem mencionar que passo parte do dia com elas e a outra parte na companhia de pelo menos uns 8 homens, falando quase livremente sobre seus assuntos. É dose. Difícil mesmo é conseguir achar um meio-termo entre tudo o que ouço, mas ok...
Isso significa que saí de um meio onde todo mundo vivia na mesma merda que eu, ou seja, todas se entendiam e se davam as mãos, pra viver num meio onde sou chamada de paranóica. Vou exemplificar contando uma história, resumidamente, e dizer qual a opinião de cada grupo sobre ela.

Contexto: “A menina” sai com um cara, aproximadamente a 3 semanas. Locais: barzinhos, cinema, etc. Histórico: longo, desfavorável. Um “vai-vém” de muito tempo. Pra arrematar, por 2 vezes, um dos dois resolve dar uma sumida e aparecer namorando, e fim de papo. Ou seja, em suma, sempre reinou uma paz em relação à casualidade da pseudo-relação cheia de não-conformidades, mas a otária resolveu achar que pra tudo tem um jeito, resolveu cismar e achar que ele poderia sim ter o mesmo objetivo que ela. E toma-lhe capim pra cultivar tanta burrice.

Grupo 1: “Querida...decida-se. Daí não sai nada, só diversão. Se você conseguir pegar sem se apegar, ok, se não, saia fora. Como você já tá vendo que essa já não é mais a sua praia faz tempo, não sei por que cargas d’água insiste nisso. Ele pode ser o máximo, mas não vai mudar nada em relação à você. Aliás, também acho que aquele torpedinho dizendo ‘Sumida, saudade!’ não teve destinatário certo, seus 2 números devem estar numa lista de nome !’lanchinhos’ no telefone dele. Ah, e é por não ser a matriz que você também não ganha o sábado” Taí, concordam comigo.

Grupo 2: “É por isso que você está sozinha. (finalmente alguém descobriu). E vai morrer sozinha se continuar paranóica desse jeito (se alguém soubesse de alguma frase mais adequada para o momento, perderia pra essa, super ideal). O cara não é obrigado a adivinhar o que se passa na sua cabeça!! (existe outra explicação pro meu olhar de panaca??) Você tem que ser sincera com ele...(isso...tipo ele certamente é comigo...)e não começar já achando que vai dar errado (alguém dá um livro de estatística pra esse pessoal)...Na verdade você tem que dar uma esnobada também! Isso, pra ele sentir que não te tem tanto nas mãos (claro que não, minha filha...mas com uma dizendo “não” e mais umas 15 dizendo “sim”, só pegando senha pra voltar). E pare de achar que aquela mensagem de saudade foi pra um monte de mulher...se ele mandou pros seus 2 celulares é por que realmente quer garantir que você vai receber! (vale pular essa?). Vai sair com ele domingo de tarde logo e deixa de ser cismada (isso aí, fazer uma boa ação em não deixar o mocinho em casa vendo Faustão). Por que quando EU comecei a namorar o Fulano, eu estava chapada, numa choppada, e com meu namorado, e ele ficou comigo assim mesmo ( você tem CERTEZA de que não queria acabar com meu dia???)” Surreal...hehe...É fácil dizer essas coisas quando se vive a exceção, não a regra...né?

Exemplos e comentários maldosos à parte, a intenção das coleguinhas é boa. De todas, inclusive a minha. Foi aí que eu decidi que ia parar pra pensar só e parar de ouvir os outros. Decidi mesmo dizer, do meu jeito (hum..pseudo, rs), o que tava acontecendo. Sempre vale a pena esclarecer, mesmo que seja chato, deixar tudo resolvido garante um bem estar pro depois que nada paga. Claro, 12h depois bateu arrependimento, mas vale a pena manter a coerência (bobinha... fingindo que prefere ser coerente e sozinha do que estar muito bem acompanhada e ligando o f***-se...hahaha). E viva o bonde! :P

domingo, 30 de agosto de 2009

Vastas emoções e pensamentos imperfeitos

“Onde que começa isso tudo?”, eu me pergunto, a cada vez que minha cabeça começa a formar raciocínios que podem compor um bom texto. Não estou procurando um texto. Às vezes me parece que eles me procuram, mas não consigo mais colocá-los para fora, fazer-me entender, nem para mim mesma. Andei viciando-me em livros, de todos os tipos. Pela lógica das coisas, se entram muitas palavras, devem sair tantas quanto, mas não acontece. Decidi escrever ao acaso para ver no que dá.
Me olho no espelho, mas não me encaro. Eu sei que tô ficando velha, mas não é o medo de encontrar rugas que me impede de me olhar nos olhos. É que toda vez que faço isso vejo a mesma coisa, algo que estacionou lá em algum lugar dos anos 90, talvez nas Sendas comendo um pacote de Skinny natural. Então eu olho pra tudo no meu rosto, menos os meus olhos, mas ainda sei responder com muita convicção (e segundo um coleguinha, dar “esporro” em quem afirma o contrário), que eles são verdes, e não azuis. Em pleno inferno astral me peguei tentando olhar cada detalhe do meu rosto, talvez eu tenha tomado consciêcia de uma frase que eu mesma coloquei , “estou mais próxima dos 30 que dos 20 agora”, e decidi prestar atenção em tudo pra não perder nenhum detalhe. Afinal, há a nítida sensação de que a vida passa e eu continuo preferindo viver de sonhos, idéias, ao invés de fazê-la se mover.
Olhei, enfim. Na minha cabeça só veio um “hã?”, e nada mais. Incrível, como olho pras pessoas e consigo captar o que há de mais inimaginável, mas de mim só arranco um WTF disfarçado.
Saio da frente do espelho, volto a ler. Ao mesmo tempo, olho pro meu violão, sinto falta ele mas lembro que está sem a corda Mi. Me pergunto por que eu ainda não repus a corda, e me lembro de vários dias dominados pela inércia, a falta de iniciativa, ou pelo excesso de sonhos sem prática. “meu Deus, que pessoa pessimista”, devem pensar os mais desavisados. Nada disso. Concluo isso a cada vez que percebo que falta algo na minha vida, e me recolho num momento de hibernação para traçar a nova estratégia. É como se me dissesse “tá, já consegui algumas metas anteriores, já me livrei de antigos problemas...o que vai mover a vida agora?”. Rá! viu como no fundo é mais otimismo que raiva de uma vida sem emoções? (hum...convenci?)
Escrevo metas. Um Plano de Metas, plagiando algum capítulo da nossa história, mas que logicamente não vai resultar na construção de nenhuma Brasília (até por que eu gosto de esquinas, jamais idealizaria algo daquele tipo), mas poderia objetivar crescer 5 anos em 5 meses, por exemplo. Penso em coisas que gostaria de fazer, outras que necessariamente tenho que fazer. Rabisco aquisições (sim,sapatos, por que não?), atividades que desejo retomar, e marco consultas, uns 5 médicos em uma semana . Esbarro em questões que independem de mim, mas vejo que não é sempre que eu não posso mudar nada.
E daí?

Sonho mais acordada que dormindo (blé! a máxima da minha pieguice). Na verdade descobri que não durmo, parece que minha atividade cerebral não diminui durante a noite. Beleza, descobri mais um médico que preciso visitar. Começo a tomar calmantes pra dormir, ciente de que estou apenas mascarando a situação, mas não posso ficar sem dormir, tenho que trabalhar (o trabalho é o foco do momento, caso não tenha ficado muito claro). A idéia de que preciso de algo que canalize minhas energias durante o dia se reforça, mas caio doente e não consigo correr atrás disso, mais uma vez. Quando estou quase recuperada, é véspera do meu aniversário, e eu não estou nem um pouco animada pra isso. Não consegui marcar nenhuma comemoração, e me vêm à cabeça perguntas “será que as pessoas vão se lembrar? Será que vão se importar em telefonar? Se eu marcar uma festa, vou fracassar, ninguém vai vir”...Volto pra cozinha. Pensar assim demanda energia. Lembro-me que muitas pessoas nem têm o meu último número de telefone, já que eu não me preocupei em guardar o delas e nem de avisar que mudei, já que eu não liguei pra ninguém nos seus aniversários e nem pra saber como estavam. Ninguém deve ligar mesmo então, estarão retornando a mesma atenção que eu dei. Lembro que no meu último plano de metas revi a forma como tratava as pessoas, pois poderia não estar sendo quem sou. Não sei, francamente, se teve efeito. Nunca vão parar de me rotular como mau-humorada e impaciente, mas desejo que as pessoas recém-chegadas na minha vida tenham uma visão mais leve. Ouvir “de personalidade forte” é kitsch, mas preferível face ao famoso “tolerância zero”. Começo a entender o por que de tanta impaciência com este dia, o por que do ar despretensioso com qual comentava uma possível celebração de aniversário com as pessoas. Medo.

Volto a ler, e consequentemente, a sonhar. Fazendo uma breve retrospectiva: quando criança, sonhava ser uma paquita, Xuxa, Barbie, Changerman, Alex Kid...atriz. Daqui a pouco estava eu sonhando ser uma Spice Girl ou um X-men. Melhor parar antes que vire patológico.
Hoje eu sonho com coisas paupáveis (embora ainda ache a idéia do X-men super atrativa), reviravolta de situações reais, eu dizendo umas verdades na cara de alguém (teria uma lista imensa pra isso), tendo a chance de me redimir de algo ou ainda realizando algo super importante (humm..teletransporte...)
Paro de sonhar para resolver uma pendência da semana anterior: as pessoas me perguntam o que vou fazer para comemorar meu aniversário. Não consigo pensar em nada. Será que é por que eu não vejo nada pra comemorar? Não posso me dar ao direito de responder isso, até por que se fosse o caso, as pessoas odeiam franqueza, pessimismos, então apenas digo que estou sem idéias. O que é verdade, só ausência de idéias, talvez também de tempo (óbvio). Melhor parar e ir dormir, quem sabe com o fim do inferno astral eu melhore a visão sobre essas coisas. Acho que preferia pensar que meu aniversário seria mais um dia comum, eu com pantufas e um roupão felpudo, uma caneca de chocolate e uma revista de palavras-cruzadas. Paz.

Isso não vai ser possível. Então penso na maquiagem de humor que eu vou usar quando as pessoas começarem a aparecer por aqui, exigindo uma celebração maior. Espero com certa veemência que algum corretivo disfarce a vontade de dizer “então organize você, que eu não tô afim de fracassar”, pois possivelmente isso levaria as pessoas a me indicarem um psiquiatra. Tolices.

Sinto vontade de deitar e dormir, mas temo que a minha insônia só piore o desfecho do dia. Não sei como consigo oscilar entre tantos altos e baixos, de tantas naturezas diferentes. Me vejo um soldado do front que de repente se pega combalido por uma granada, no meu caso, imensa onda depressora, muito mais mutilante que a granada. No fundo é uma guerra pessoal, fria, no sentido literal e histórico, em que mesmo que eu pudesse recrutar soldados pra lutar seria inútil, um paliativo. Como a maracujina e a contagem inversa. Santos soldados.
Preciso estudar. Desejo informações, saber, conhecer, coisas, fatos e pessoas, a mim mesma. Este último não vou encontrar em nenhuma enciclopédia (espero mesmo que não, vai que a explicação está em algum livro de psicanálise? Tô fora. Assim como o Google um dia mata quem procura sobre doenças, a psicanálise faz um gráfico de pizza definindo a sociedade como dividida entre depressivos, psicopatas, e é claro, bipolares). Vou em frente e faço acontecer, ponto pra mim!

quinta-feira, 5 de março de 2009

Por que não simplificar?

Estou cada vez mais convencida de que as pessoas são muito mais complicadas do que são capazes de entender e/ou aceitar. Não estou me excluindo dessa condição, pelo contrario. Começo a entender que essa é a condição sinequanon de todas as pessoas. Complicar coisas que são muito simples, para torná-las mais interessantes e se propor desafios...e ao mesmo tempo banalizar as que são delicadas para não se permitir sair da zona de conforto. Agora esquecendo o meu momento Freud, vamos falar de pessoas, mas sob a ótica da pessoa comum (tipo eu, rsrs).

Existem coisas que são difíceis de entender...outras são difíceis de prever (o que não é de todo ruim) , e as que mais me incomodam, as defíceis de aceitar. Percebo um ponto comum entre elas, que é a vontade que algumas pessoas têm de complicar o que já está muito claro. Seja por medo, orgulho, complexos, ou por canalhice mesmo (rá! achou mesmo que eu ia falar de “pessoas” com um foco diferente? tsc, tsc...rsrs).

Difícil entender coisas desse tipo:

Uma amiga me liga chorando de raiva, por que um babaca (uma pessoa que se comporta assim só pode receber esse tipo de alcunha carinhosa) que ela conheceu se mostrava todo interessado, e ela, “cagava na cabeça” dele. Ela sempre dizia que o cara era gente boa, companhia agradável, mas que não tinha rolado “aquela” química, ou seja, não deu pra construir castelos. Quando ela finalmente consegue abrir o coração (e sempre sendo muito sincera com ele) e tentar dar uma chance de verdade a ele, o que acontece? Ele esboça uma reação de extrema satisfação com aquilo tudo, que sempre sonhou em ouvir isso, etc,etc (pra não dizer blá blá blá, mais um mol de mentiras), planeja um encontro e pleno sábado de carnaval. Estranho, era segunda-feira, por que esperar tanto? Ok, começamos a pensar nas possibilidades (quase um mapa astral do cara), e a primeira que veio foi: ele não vai ligar. Taí...não precisa ser a mãe Dináh (?). Adivinhamos. Só não adivinhamos que o moço ia aparecer namorando, apaixonadérrimo, 2 dias depois. Meu...patético. Pra que tudo aquilo então? Se for pelo mais óbvio, é muita incompetência, ninguém consegue isso de uma mulher inteligente dessa forma. Enfim, na busca por entender mais um episódio desses que aumentam as estatísticas a cada dia, temos mais alguns momentos de indignação com a canalhice alheia.

Citei esse exemplo só por que foi o que ultimamente mais me despertou a pergunta “Cara...pra quê???” na cabeça. Mas existem muitos outros, como o difícil diálogo em família...em que um fala X e outro fala Y ou x²³ pra deixar a coisa mais dramática,que aí fica mais interessante,se consegue a atenção desejada, enfim, vai saber...ou por que aquele cara que beira os 30 anos, relativamente bem sucedido profissionalmente, bem resolvido, etc, prefere respeitar uma bruaca, ciumenta, neurótica, barraqueira, que não respeita a privacidade dele e enche o saco, a quem ele chama de namorada...do que partir pra uma pessoa legal, que vá somar de verdade e ser boa companheira, e não uma traça. Sabe aquele cara que vive traindo a namorada ciumenta? Então...ele faz isso por que precisa sustentar a “quedas” dele com algum argumento...a mulher que inferniza ele com crises de ciúmes e insegurança, consequentemente o relacionamento não é bom, então ele trai, busca suprir as deficiências fora. E ele prefere mesmo seguir reclamando e sendo “vítima” de escândalos do que tentar uma relação saudável. Vai entender...Ou aquele cara que está à procura (ou simplesmente à espera) de alguém legal para namorar. Ele conhece uma pessoa legal, diz que acha pra lá de interessante, mas o que ele faz? Trata como se fosse mais uma. Mais uma daquelas que precisam ouvir historinha pra liberar a única coisa que realmente interessa pra ele. Tudo bem se você não for a pessoa que ele procura, mas tecnicamente uma pessoa que busca algo sério deve assumir uma postura de respeitar as pessoas, ou seja, ser sincero. É, essa é difícil de entender e de aceitar.

Mas nunca é bom generalizar. De vez em quando me pego com dúvidas sobre o que pensar de algumas situações. Aí, eu penso:” putz...mas as estatísticas...”. Malditas estatísticas. Elas também me impedem de simplifcar coisas, pois sempre me induzem à formar uma opinião que nem sempre está certa (hã? Qual parte dos 99% ainda não foi compreendida?). E aí eu assumo o típico comportamento-tatu, intocada, até a necessidade de sanar a dúvida passar. E assim ganho mais um Cold Case pra coleção (que fatalmente será reaberto, algum dia, esperando ser resolvido de forma racional).


Alguém encontrou o meu 1% perdido por aí???

segunda-feira, 2 de março de 2009

Como transformar um homem em dez dias

Não, eu não vou escrever sobre como transformar aquele sapo no seu príncipe. Na verdade eu vou falar sobre o inverso, em como aquele sonho vira o seu pior pesadelo.
Sabe aquele cara sensacional que parece aqueles dos filmes de ficção cientifica (tipo Tristão e Isolda, O amor não tira férias, por que isso SIM é ficção...científica não sei, mas parece, é uma fórmula tão perfeita...rsrs), ou até mesmo as novelas, tipo o Diogo ontem voltando pros braços da Luciana em Mulheres Apaixonadas (não bastasse o fato de ele ser o Rodrigo Santoro, ele ainda faz loucuras por ela. Só Alien X Predador ganha no quesito absurdos da ficção).

Então...ele pode ser transformado no maior babaca, aquele da imbecildiade homérica (e espontânea), comparável a um Jack Ass da vida. Basta você abrir os olhos e enxergar o que ele realmente tem a te oferecer.
O primeiro passo é retirar a venda e parar de catar desculpas pra algumas atitudes negativas dele. Deixar de lado coisas como “ah, ele disse que ia me ligar, mas ele trabalha tanto...não deve ter tido tempo”, que é até normal, quando acontece com pouca ou nenhuma frequencia. Mas dessa pra outras piores como “ah, ele não é desagradável...é só excêntriico...”, é um pulo. E por aí vai.

Vamos imaginar como seria um cronograma, algo bem hipotético (que fique claro e como sempre, que conste nos autos!)

- Dia 01: Uma chuva que dói. Nenhum plano pra noite. Suas amigas estão ou viajando, ou acompanhadas. Uma delas está de “companhia” nova, e quando você já tinha desistido de fazer a célebre pergunta “Esse seu príncipe não tem um amigo da mesma corte não?”, ela surge com a idéia de um programinha a quatro. É patético, mas situações desesperadas pedem medidas desesperadas, e você vai. Programinha intimista, barzinho, chopp, maneirando na batata com cheddar pra ele achar que você come com moderação, essas coisas. O cara é divertido, educado, inteligente, bom de papo, profissionalmente realizado, independente, e simpático (homem muito bonito dá muito trabalho, você já trabalhou isso na sua mente), enfim, um perfil quase inacreditável (o tal da síndrome do bom partido). As coisas fluem muito bem, troca de telefones e MSN (por que telefone tá meio demodé). No final de tudo, uma mensagem no celular super educada e fofinha, dizendo que adorou a noite. Legal, você vai dormir bem, se achando a maior sortuda do mundo por ter passado por isso numa noite completamente hopeless.

- Dia 02: Você desperta (por que acordar você não vai mesmo, por enquanto) de muito bom humor. Seus pais notam e insinuam que querem saber quem é o responsável por tamanha docilidade. Claro que rola um pseudo-castelo, por que sua mente (que trabalha pro mal) calcula que isso é obra do destino, os pais sentem o que faz bem à sua filha. Você não vê a hora de conectar, pra ver se ele vai te adicionar no MSN. Sem querer parecer ansiosa, só conecta na hora do Fantástico, pra parecer que é o seu único momento desocupado do seu domingo. Ele te adicionou mas não ficou online muito tempo, muito responsável, foi dormir cedo. Vocês se falaram o suficiente pra ele reiterar a mensagem que gostou muito de ter te conhecido.

- Dia 03: Você vai trabalhar mais alegre. Finge pra si mesma que acredita não estar se precipitando em relação à ele, mas obviamente já está construindo um castelo maior ainda. As mulheres no banheiro do trabalho notam que você parece mais bonita, mas confiante, e você não segura maldita língua, acaba comentando com algumas mais “chegadas” uma parte o ocorrido. E nesse momento você pode acreditar: se 04 ouviam, 03 estão felizes por você de verdade, e uma te invejou com força. Lembre-se que 01 mulher invejosa te fornece 02 olhos bem gordos em cima do teu investimento. Mas tudo bem. Essa maldita hora de ir pra casa que não chega, e você inquieta pra entrar na internet. Aí hoje sim...altas conversas, ele fala de experiências, viagens, gosto musical, faz piadas legais, enquanto isso você responde à altura e suspira. Vai dormir às 2h30 pra acordar às 6h feliz e contente.

- Dia 04: Cansada, com sono, mas mais segura de si (primeiro sinal de perigo, explico o porquê posteriormente), você vai trabalhar. Já retoma a realidade e se deixa acometer por uns surtos de irritação, tristeza, enfim, emoções humanas que 3 dias antes você nem percebia. Liga pra sua amiga às dez da amanhã pra pedir que ela vá sondar informações com o príncipe dela sobre o seu candidato. Ela propõe uma conversa numa janela compartilhada (e dá-lhe MSN, santo casamenteiro) e é nítido que o quarteto fantástico se entrosa muito bem. Enfim, pra que desconfiar que isso não vai dar certo?

- Dia 05: Você já aterrizou. É quinta feira, vai tomar um chopp com o povo do trabalho. E bem no meio dessa você é surpreendida com uma mensagem super fofa no celular. Agora danou-se. Você já tem certeza mais que absoluta de que manda na situação. Ele lembra de você e admite isso, sem problemas. Um brinde à isso. Mais uns 8 chopps, língua mais solta, e provavelmente mais uns 02 pares de olhos gordos. Na réplica ele propõe que vocês se vejam na sexta feira, e aí é o delírio por que seria tecnicamente um dia pra farra dele. Você é realmente importante. Então você se dá conta de tuuudo o que envolve um encontro a dois (roupa, sapatos, depilação, unhas, cabelos...céus!), e vai pra casa , por que te dá vontade de pedir folga pra conseguir cumprir toda a agenda pré-encontro.

- Dia 06: Dia D. Sua vontade é desistir (acontece sempre antes dos encontros mais esperados), ou de preferência, que ocorra um imprevisto pra vocês terem que remarcar. Quando você se vê linda no espelho, essa vontade passa. Aí vocês se encontram, e... ele fica girando com o carro até você escolher um lugar pra irem. Você pateticamente pergunta “pra onde está me levando?” e ele não menos pateticamente responde “não sei, estou esperando você decidir”. Aí dependendo do tipo de mulher que você é, ou você dita logo pra onde vão, ou você vence ele pelo cansaço, e força ele a escolher. Ambas as possibilidades têm prós e contras, mas o importante é o ponto comum: ele não entende que você não tá afim de decidir nada agora, pois se o relacionamento for pra frente, provavelmente você vai fazer isso o resto dos seus dias juntos. Além do mais queremos caras com atitude. Ok, menos 5 pontos pro mancebo. Apesar disso a noite até que flui bem, até que na hora de ir embora, química é grande, e rolam altos amassos no carro. Aí é o divisor de águas: o cara tem que ser coerente, não importa o que ele proponha. O mais lógico é ele tentar ir além, já disse isso várias vezes aqui, mas o cara que é mais safo já está ciente de que não vai além, por isso tenta amenizar o clima. Masss....o moçoilo cai numa de tentar aquele papo de “eu sei que esse momento é complicado...” (aí você já faz uma cara de quem teme pelo pior) e continua “...mas é que tá f***, ou a gente para aqui ou continua...”. Pelamordedeus. Tá querendo dar uma de consciente da posição complicada da mulher nesse momento? Não é a nossa posição que é complicada, meu querido...é a sua mentalidade que limita as coisas. A sua e a de todo mundo, mas pra dizer a verdade a que importava mesmo nesse momento era a sua, e principalmente, a nossa consicência. Já era, menos 10 pontos.

- Dia 07: Completamente consicente. Lógico, o cara tem defeitos, deu alguns vacilos e pasteladas que possivelmente na opinião dele você também deu. Normal. Não fosse o fato dele não te ligar, ter surtos de ausência no MSN e te deixar falando sozinha, ter sempre um compromisso...enfim, coisas que na mente dele você pode achar normal, mas você sabe eu no fundo é o início do afastamento. Aí você pensa (não sei por que cargas d’água, sempre pensa):”melhor eu fazer um contatozinho, não pode ficar tudo por conta dele”. Manda um torpedo. Ele responde com tom bem básico. Aí você responde com scrap. Ele apaga, mas não te responde. Aí você ignora, mas se for uma das mais inquietas, tenta outra vez o torpedo, e ele não se dá ao trabalho de responder. Ou seja, é hora daquele lugar-comum, que a gente nunca entende: por que raios ele demonstrou um interesse daqueles pra na hora que a gente abre a guarda eles desaparecem? Idiotice, não? Opa! Começou o processo de transformação...

- Dia 08: Maquinar coisas pra ter contato com o cara já não faz parte da sua rotina. Você se convence de que deve ignorar e deixar rolar, sendo que ele deixa de ser prioridade na sua lista de desejos. Não liga pra indiferença dele.
Caô! A raiva te corrói, por que raios essa criatura faz isso? Mais fácil ter sido coerente desde o início! Pra me-lho-rar...Uma fuçadinha de leve no orkut (o primeiro sinal da insegurança), e o que você vê? Um scrap de uma “bonita” com um perfil duvidoso, pra quem ele dá toda atenção (tipo assim, aquela com fotos exibicionistas? eca!). Comentários dúbios nas fotos dele, de diferentes pessoas, mulheres se estapiando pra ter espaço na página de recados. E pra isso sim ele dá atenção. Só pode ser um ET.

- Dia 09: Ah, não precisa de mais nada. Você só precisa fuçar o orkut dele mais uma 567 vezes pra se convencer de que realmente ele gosta de mulheres com perfil diferente do seu. E pra ver se ele não mudou de status entre as 2h da manhã de sábado pras 11h de Domingo, por que ainda pode dar nisso...o cara que se mostrava ultra-mega interessado a 2 dias, aparece namorando, apaixonadérrimo. E aí vem aquela explicação do início do post. Por que estar (ou ser) segura de si representa um “perigo”? Por que a grande maioria dos caras não lida bem com isso. Você se pergunta por que aquele cara sensacional continua um namoro de 5 anos, com aquela garota sem sal que já ameaçou se matar e/ou matar alguma mulher do circulo de amizades deles umas 2 vezes, que fuça telefones, roupas, etc. Por que ela demonstra total vulnerabilidade, insegurança, e muitas vezes, dependência. Ele não assume isso com facilidade, mas é disso que ele gosta. Na verdade, isso o mantém na sua zona de conforto. Depois de concluir isso em muitas conversas movidas à indignação com as amigas que partilham dessa opinião, você decide tentar um diálogo final pra deixar a situação bem resolvida na sua cabeça. É incrível, mas parece que ele pressente que você está armando isso. Foge de qualquer diálogo que possa terminar nesse papo. Agora chega, vamos ao....

- ... Dia 10: Acabou o encanto, né? Só é uma pena quando não se consegue deixar tudo bem resolvido (o que eles sempre vão confundir com DR), o que consiste simplesemente em entender de forma sutil o que o cara pensa sobre a situação de vocês. Mas quer saber? É duro de aceitar, mas ele não pensa é nada! E a partir desse momento nem você! Declarado oficialmente que ele faz parte da lista dos inúteis que fizeram você perder seu precioso tempo.


Depois da última temporada de “10” dias, resolvi abrir também a temporada de SELEÇÃO NATURAL. Sabe aquela coisa de que os seres que evoluem são naturalmente selecionados pelo ambiente, pois eles evoluíram e ficaram aptos a viverem nas novas condições as quais estarão submetidos? Ou seja, dane-se que homem geralmente gosta de mulher “frágil”. Vou esperar selecionar naturalmente o cara (que seja sim O CARA), que encare uma mulher diferente disso como um desafio que vale a pena ser enfrentado!

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Sorry...closed again!

Sendo muito direta, tô cansada. Na verdade, tô muito cansada de muitas coisas. Cansei de buscar algo que nem eu mesma sei o que é, e muito menos onde está. Dispenso saber onde está, por que quando isto acontecer a busca termina, e aí sabe-se lá o que vai mover a vida. Mas gostaria muito de saber do que se trata. Escrevi em outra ocasião que não conseguia responder à maldita pergunta “Quem sou eu?” do não menos maldito Orkut, e dessa vez vou tentar com toda a sinceridade que se faz presente nesse momento da minha vida. Preciso aproveitar essa etapa de profundo crescimento para resolver tudo o que se faz indefinido, pelo menos no que diz respeito à minha essência. E por incrível que pareça, ver “Noiva em fuga” exacerbou esse pensamento. Não sei como prefiro os ovos (olha a mente...rs). Não sei qual é meu hobby. Não sei de quem sou fã, e nem meu livro e filme favoritos. Isso é crítico, e vai ser resolvido, eu me prometo (estranho isso de fazer promessa a uma pessoa praticamente desconhecida, mas vamos lá).

Sou incansável quando tenho um objetivo (o nome que se dá a isso é determinação?rsrs), e não sei se preciso parar de ser obstinada. Sou amiga, extremamente leal a qualquer criatura que deposite confiança em mim, assim, de graça. Raramente sei mentir, só se for pra proteger alguém de uma verdade que não a pertence (que normalmente não sou eu). Meu olhos falam por mim, basta saber enxergar (piegas, mas é assim, rsrs). Sou autêntica. Não tenho capacidade de ter papas na língua e de concordar com o que se convenciona ser o comportamento mais agradável. Pra mim, comportamento correto é o verdadeiro, mas tenho um filtro que é super eficiente para situações mais críticas (trabalho, principalmente). Sou impaciente, imediatista, às vezes pirracenta. Me irrito com coisas que acho ridículas (pessoas mastigando, por exemplo, sinto meu instinto assassino brotando), e ao mesmo tempo me emociono com as coisas mais simples (uma vez chorei com uma criança comendo paçoca com a mãe no ônibus. Devia estar na TPM.). Tudo o que é muito exagerado me dá nojinho, nem passa perto de me encantar. Tenho um senso de auto-proteção muito forte, que eu até tava afim de diminuir a influência na minha vida, mas as situações não me deixam tentar. Sofro por antecipação, por que prefiro me poupar. Chorona toda vida, prefiro chorar pra mim do que fazer papel de idiota pros outros. Não sou pessimista, sou realista (demais). Minhas amigas me acham engraçada e intolerante (às vezes engraçada pela minha tolerância zero), e eu concordo. Até me acho inteligente, mas a cabeça é tão bagunçada que o aproveitamento disso é baixo pro potencial. Amo música, desenho, poesia, teatro, dança, esportes. Fui boa em tudo isso desde a infância, mas nunca foquei em nada e hoje eu não sei mais no que sou boa. Também não sei no que quero ser boa, muito provavelmente quero priorizar meu violão (ele me entende). Aliás, na verdade chegou a hora de priorizar minha profissão, sei que posso ser muito boa nisso. Já me disseram que eu poderia cantar bem, mas o medo de ser um fiasco me faz preferir não tentar, até tentar sozinha e achar que tá bom (escrotice minha, eu sei). Não sei lidar com a rejeição, sei onde está a raiz disso, mas jamais vou fazer alguém pagar pelos meus problemas emocionais. Odeio quando alguém faz isso comigo, ou com qualquer outra pessoa, covardia é algo que me dá náusea, bem como injustiças. Tenho fama de ser azarada com o sexo oposto e com celulares (pura intriga da oposição, imagina!rsrs). A primeira é por selecionar naturalmente os mais canalhas, os mais complexos, ou os mais propensos à se descobrirem gays, não necessariamente nessa ordem de tendência. Não sou boa em me apresentar totalmente nessas ocasiões, quando vejo estou observando mais do que me expondo. Deve ser a auto preservação. A segunda, é porque quando não perco ou sou assaltada, a operadora viaja e me arruma uns problemas, ou ainda o aparelho mesmo estraga (dá pra fazer uma analogia entre as duas). Por falar nisso, mudei de número de novo.
Sou péssima pra tomar decisões bestas rapidamente, e pior ainda pra dar o braço a torcer, com coisas bestas. Assumir erros é comigo, mas aceitar derrotas, é muito mais difícil. A opinião alheia me deixa mais segura, mas ainda assim me pedem muitos conselhos, por incrível que pareça, sobre relacionamentos (como podem dizer que sou azarada e achar que posso opinar algo sobre o tema?hã?). Tenho um dom idiota de antecipar a sensação que uma dada situação vai me proporcionar, o que já me fez muito mal, e poucas vezes bem. Às vezes tenho idéias bizarras e sou impulsiva. Isso me torna também contraditória. Não sou fresca nem muito materialista, mas tenho loucura por sapatos e fico em alfa ao comprar vestidos. Amo chocolate, vinho, e a comida da minha avó. Adoro me cuidar. Sou apaixonada por crianças. Troco qualquer mega evento por umas risadas com meus melhores amigos.
Detesto acomodações, inércia, transferência de culpa, e egoísmo. Gosto de pessoas simples, verdadeiras e com atitude. Tenho muita fé em Deus, sei que reclamo muito da vida, mas só Ele sabe o quanto, no fundo, eu agradeço. Morro de medo de perder pessoas queridas, mas também tenho muito medo de que elas me percam. tenho orgulho de ter sido uma criança disciplinada e ter dado pouco trabalho, mas não me orgulho nada de ter sido muito ingênua e medrosa.

Faço planos comuns, que a maioria das pessoas quer. Sonho em ser feliz, ter meus 3 filhos, um marido leal (e de preferência que consiga conciliar isso com fidelidade), manter minhas amizades mais preciosas, ter cachorros e fazer algo grandioso no meu trabalho. Quero rir de tudo o que me dói no peito agora, e poder dizer que superei. Quero deixar de acumular pendências e ciclos abertos pelo meu orgulho. Quero parar de fingir que está tudo bem quando descubro que aquele cara que parece canalha de fato não presta, mas gosta de mim (fazer o que,acontece...), e que aquele que é super legal pode até ser, mas no duro o que ele quer mesmo é me fazer de mais uma e/ou preferiu outra(s). Isso me emputece, mas eu finjo ignorar sempre. É um erro.
Quero ser mais audaciosa, arriscar mais e confiar mais em mim, afinal, se eu não confiar, quem vai?

E assim eu concluo meu desabafo. Estou descobrindo quem eu sou com o propósito de parar de me esconder atrás de uma couraça que ninguém consegue enxergar através. Estou começando a me aceitar dessa forma, a me amar assim, dentro de toda a mnha esquisitice e possível instabilidade. Mas enquanto isso não acontece, meus caros, SORRY, I’m closed again...

Ah! Também devo dizer que muito provavelmente vou confundir fechar pra balanço com ser fria e seca com uns, inexistente com outros, e extremamente sensível com os mais próximos. Bom, paciência...

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

La vie en rose

“Quem disse que seria fácil?”. Já disse eu mesma, essas sábias palavras que dão as boas-vindas a quem chega na mesa que eu ocupava. Não é rispidez, é realidade. E na semana anterior eu disse isso pra mim mesma, quando me despedia do único mundo cor de rosa que pude conhecer na vida (pra vcs da GSK que adoravam dizer que eu vivia no meu mundo rosa...hehe). A vida era “rosa” só pelo ambiente, mas na verdade lá eu aprendi o oposto: é preciso lutar muito pelo que se quer, é preciso aprender a engolir alguns sapos (às vezes num estilo bem a lá Magnólia), sem se entregar. Saio com a certeza de que conheci pessoas incríveis, fiz amizades que certamente irão perdurar e que uma nova vida começa agora. E agora tenho que cortar o cordão e seguir.

Como todo período de mudança, é pavoroso...Sair da zona de conforto dá vontade de gritar, especialmente quando tudo parece obedecer à segunda lei da termodinâmica (basicamente, tudo tende ao caos, que aumenta ao longo do tempo). Ou seja, eu estava estabilizada, nos 3 campos básicos da vida, que eu tenho como meu trinômio sagrado: família, vida pessoal, carreira (vida pessoal entendo como amigos e/ou relacionamentos). Se uma das variáveis desmorona...as outras se acomodam à transformação. Pra melhor ou pra pior.
Hoje voltando pra casa do meu novo trabalho (tô animada, mas dá borboletas no estômago!rsrs) comecei a fazer uma análise trade-off de tudo isso e percebi que novamente tudo estava no auge da desordem, e eu me esforçando pra retomar a paz. Tive que ligar pras minhas amigas pra miar no ouvido delas, depois de muito tempo sem precisar fazê-lo.

Colho os frutos de ter deixado muitos ciclos sem fechar, achando que o melhor era me antecipar à uma possível frustração e ignorar pessoas e seus atos. Vejo que passei pra trás muitas coisas mal resolvidas, que no meu último surto eu resolvi todas (isso mesmo, insadecida procurando pessoas pra revolver coisas passadas), e nesse ínterim acabei esquecendo que tinham outras coisas em andamento. Coloquei na cabeça que a prioridade do momento era a minha carreira, investi toda minha energia nisso. Daí percebi, não faz muito tempo, que estava deixando de lado alguns amigos e que eles me faziam muita falta. Comecei a dividir minha energia, e percebi que eles me ajudavam na primeira variável. Com a grande perda que minha família sofreu recentemente eu percebi mais ainda que eles também me faziam falta, mesmo tendo encontros semanais. Fiz o que eu sempre tive vontade, e intensifiquei a ligação com eles. Achei que o melhor no momento era dar uma congelada na parte vida pessoal – divisão relacionamentos - pra manter os outros focos, e principalmente pra fechar os ciclos que ficaram abertos do passado (especialmente os que cismam de me atormentar diariamente). Tudo ficou bem, por um certo tempo. Eu tinha tudo sob o mais absoluto controle.
Não consegui manter. E de quebra ainda consegui mais um assunto mal resolvido na vida. É tudo culpa da porcaria da 2ª Lei. E nesse exato momento todas as variáveis brincam de ciranda-cirandinha ao redor da minha cabeça, que tenta procurar um abrigo da dor que sente pra conseguir raciocinar (ou seria racionalizar?) sobre tudo e recomeçar.

Ver a vida na cor rosa era bom. Mas desafios também são bons. Na verdade, os desafios são minha força motriz! Não precisava vir tudo junto, mas ok...afinal...

...QUEM DISSE QUE SERIA FÁCIL???

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Variações sobre o mesmo tema parte II: auto-análise

Então...depois de receber alguns comentários (todos em off...cadê a coragem de vocês??rsrs) se identificando e/ou concordando com os fatos analisados no post anterior, alguns questionando, enfim, decidi fazer uma auto-análise sobre o tema, até inspirada no Cafa (aliás meninas, recomendo a leitura, ele fala muitas coisas que eu falo pra vocês, que quase sempre acham que eu tô exagerando), que conta casos próprios e histórias de outros, pra falar sobre um tema, normalmente, de interesse das mulheres e que seria difícil termos noção da visão dos homens é aquela. E decidi falar da minha visão mesmo pra não dar margem à “fantasia” alheia (lêia-se, as interpretações múltiplas que podem surgir e dizerem por aí que eu sou feminista-liberal-defensora-das-piriguetes, e por aí vai).
Começo esclarecendo que: o objetivo de dizer tuuudo aquilo, principalmente sobre os temas “sexo no primeiro encontro” e “homem só quer sexo”, não é dizer que acho os homens necessariamente canalhas por tomarem as atitudes desagradáveis que relatei, mas sim dizer que nós devemos tomar cuidado com a nossa postura, e nos sentirmos muito bem resolvidas em relação à ela. Ou seja, nada de culpar o cara por suas trapalhadas e crises de personalidade. Muitas vezes a culpa é da sua insistência em achar que algo cósmico vai acontecer, e ele vai transcendentalmente sacar que você é legal, tem conteúdo, e é pra casar mesmo se você der aquela vacilada quando tem a oportunidade de mostrar seu perfil pro cara (não, ele não tem a obrigação de fuçar as suas 351 comunidades do Orkut, onde 300 são do gênero “Sou pra casar” e “Quero um amor pra vida toda” pra saber mais sobre você, principalmente se ele não tiver esse interesse).
A minha postura é muito simples: se valorizar vai muito além de não fazer sexo de primeira, significa não se deixar ser tratada como um objeto (achei essa frase no cafa e resume muito bem o que eu penso sobre o assunto). Não significa que necessariamente ele vai sumir depois de você liberar geral de prima (especialmente se ele quiser fazer você de marmita), mas tem que ter rolado algo muito especial pra isso não acontecer. E especial não significa aquela cena com a receita vinho + DVD, do sofá pra cama dele, por que pode ser aconchegante, mas é uma situação lobo na pele de cordeiro. Vai dizer que você curte coisas fáceis, que não ofereçam o menor desafio???Hein? Então, nem ele. Se você topar o DVD por que acha ele querer te levar na casa dele o máximo, vai lá, mas saiba aguentar as consequencias em silêncio (sem mandar mensagens insanas pra ele depois com indiretas por ele ter sumido, ou indiretas no orkut/MSN).No máximo ligue pra amiga pra dar uma miadinha no ouvido dela.
Sobre o “homens só querem sexo” está mais do que desenhado lá, não é necessário repetir. Mas posso me divertir postando sobre o que me acontece, já que o momento é auto-analítico, e eu iria além...quase catártico.

Em 2005 eu sofri muito por essas questões amorosas. Masss, acreditem, nenhuma delas foi culpa dos caras, foi minha mesmo. Ninguém mandou duvidar do neon que aparecia na testa deles escrito “eu não valho o meu peido da manhã” e achar que eles poderiam ser regenerados por que eu sou legal. Depois que entendi (e assumi!) isso, tudo ficou mais fácil, a vida ficou até mais bonita.
No ano seguinte comecei a pôr em prática os ensinamentos do ano anterior, e nem por isso sofri menos. Foram tantos os absurdos, que depois de ganhar muito mais experiência (negativa) e ver que se a gente deixar, eles surpreendem (mais uma vez, de forma negativa), decidi viver um ano de reflexão. Comecei a me dedicar mais às atividades da igreja à música, e à família (parece papo de quem encontrou Jesus depois das decepções, mas foi não, é que tudo colaborou pra isso mesmo, mas isso é outra história). Vivi um ano de paz, não fosse a minha forte tendência à interpretar paz como monotonia. Não tava feliz, por não estar sendo eu mesma, enfim, terminei meu namoro daquele ano e tudo voltou ao “normal”. Como sempre acontece depois de momentos de clausura, rolam muitas saídas, minha mãe enlouquece, acha que eu tô envolvida com coisas ruins e acredita cada vez menos que vá ganhar netos. Aí eu mostro pra ela que tenho pouca paciência pra curtir por muito tempo as noitadas e suas consequências, que tenho boa índole e por isso não gosto de andar com gente que não seja assim (não sei por que ela sempre acha que alguém tá me fazendo mal,mas enfim, deixa ela...depois de uma conversa fica tudo bem),e que...bom, sobre os netos, infelizmente tenho que concordar. Mas não é vontade minha, o que posso fazer se tá difícil de arrumar um cara legal pra comer pizza comigo, que dirá pra ser pai dos meus três pimpolhos??
Aí em 2007 recomecei a saga de descobrir coisas bizarras que um homem pode fazer a gente passar. E dessa vez não rolou aquele sentimento de que se eu não tivesse deixado, não teria acontecido, por que foi algo completamente sem precedentes, e tampouco pude ver algum ato ou negligência minha que pudesse ter levado ao que ocorreu. Mas ok, a vida está aqui pra ser vivida. Depois descobri uma “sacanagem” no único relacionamento que eu jurava ter sido o mais “certinho” de todos. E por aí foi, mais um período de saídas intensas e coisas fúteis pra uma pessoa descompensada. Acaba rápido, tenho cada vez menos gosto por isso.
O ano de 2008 já começou com um pseudo-pé-direito, com algo que tinha uma raiz beeem lá no passado, prometia longevidade 100%, mas infelizmente (ou felizmente) eu já tava tão vacinada que não consegui ter culhões (sem plágio...ácido?) pra aguentar aquilo. E esse foi o ano em que eu me consagrei como o que eu sou hoje. Se e fosse um pouquinho mais escrota poderia até enviar uma cópia do single “Good girl gone bad”, da Rihanna, pra todos os imbecis que tentaram me fazer de idiota. Mas como não sou, me ative a dar respostas no nível Saraiva/Dr. Pimpolho para os que ainda se aventuravam a tentar colocar uma tarja escrito “otária de plantão” na minha testa. Ou quem sabe um neon pra fazer par com o deles, aquele que reluz “B-U-C-É-F-A-L-O” toda vez que ele tenta fazer uma canalhice. Mas antes que eu sucumbisse à vontade de fazer qualquer manifestação, decidi que era hora de resolver tudo isso na minha cabeça (lêia-se fazer uma ioga e me livrar da vontade de jogar óleo quente no ouvido de cada um que foi babaquinha com louvor) e partir pro futuro. Juntei toda a minha bagagem “cafajestal” (fruto de relacionamentos meus, das amigas de longa data até as de banheiro de boate, mais o conteúdo adquirido ao longo de anos sendo criada com 2 homens mais velhos e os amigos) e compus minha postura. Cara, não é fácil... Mesmo eu declarando que não tô caindo na conversa deles, believe me, rola insistência. Pra ninguém achar que tô agindo com “defesa” demais e/ou exagerando, seguem exemplos (milagres sem nomes dos santos, claro):

Sexta pela manhã, tô trabalhando, conecto discretamente o MSN com um objetivo já traçado, ou seja, não vou ficar de papo com todo mundo. Aí vem aquela peça que eu já dei por morto há séculos perguntar usando todo o estoque de “a” que ele pôde reunir: “Lindaaaaaaaa³....me abandonou???”(isso uns 10 meses depois) Meu...agora que você percebeu? Qual parte ainda precisa ser desenhada? Ah, deve ser a parte de que quando eu te dei uma chance você lançou uns papos tortíssimos querendo nitidamente me fazer de lanchinho e apareceu com uma namorada 2 semanas depois? Ok, isso não me chateou, o que me chateou foi a perda de tempo e gasto desnecessário de energia. Depois de umas 5 vezes ignorando, acho que me fiz entender.
Sexta à noite...tô no celular com um dos meus amigos do trabalho, que é membro do corpo docente da Cafa’s Life School (onde sou mestranda e provavelmente eterna aprendiz), e ele começa: “olha...sei que muito provavelmente você não vai ligar pro que eu vou te contar...mas já tava pra te falar isso (nada me tira da cabeça que eles aguardam um momento estratégico pra contar um podre de um outro cafa, mas tudo bem). Me disseram que o teu ex (o da espécie Bucefalus magnus) anda dizendo por aí que ele acha que a gente tá se pegando, mas que ao mesmo tempo ele não liga por que ele também está te pegando”. Legal, vou precisar de umas 5 agulhadas de Botox® pra me livrar de todas as linhas de stress que me apareceram depois disso. Tecnicamente “tô pegando” os dois, sendo que só os vejo no café da manhã quando chego no trabalho ainda maldizendo a existência da FM O Dia, que embala meu sono na van. Duvido de verdade que eu consiga dar mole pra alguém nesse estado, e se fosse o caso, certamente não seria no ambiente corporativo, e muito menos seria pra eles. Sabe aquela comunidade brilhante (que algumas pessoas usam pra fazer tipo) “Sou legal, não to te dando mole”? Então, a situação é exatamente essa...Fui dar “intimidade” ao invés de dar dinheiro, eles já falam que tô dando muito além disso. Além de tudo ele é uma besta, por que se fosse o caso de ter alguma chance comigo, ela desmoronaria ali mesmo. Nesse situação, prefiro sim levar a fama sem deitar na cama, não vai ser o desejo oculto (por que é nítido que rola um desejo oculto de eu realmente estar indecisa entre os dois, dando uma de esperta me dividindo entre eles) de dois machos disputando território que vai abalar o meu bem-estar e minha beleza.
Sábado à noite...pra variar, MSN ligado e filme na TV ou livro a tiracolo. Quando venho checar se alguém puxou papo leio “Poxa!!Você nem fala mais comigo! Saudades de você...”(aí, nem preciso comentar, rola a tecla SAP). Penso: é, realmente...não falo mais com você, e portanto não há razão pra te manter aqui nos meus contatos. Fim de papo, que nem começou.
Domingo à noite...au conccour. Novamente, eu aqui escrevendo esse post, quando de repente me vem a inspiração pra enriquecer o texto: MSN (fugindo da rotina), telefone com a amiga miando, a janelinha pisca com a seguinte chamada: “metidinha você, hein...nem fala mais comigo...”. Nota mental: hora de fazer limpeza nos contatos do MSN. No fim decidi que esse estava implorando por uma resposta amarga e bem dada. Só ignorei o fato dele não ter QI pra entender. Mas tudo bem, prossegui na missão. Continuou com essas amenidades e ele sempre tentando puxar o papo pra “tô-cansado-da-vida-de-balada-e-virei-um-milkshake-carente-do-BoBs”. Novamente, tecla SAP. Me seguro pra não mandar ele explodir a própria próstata pela via anatomicamente mais favorável (hum...é, esse foi bem ácido) por achar mesmo que eu pudesse cair nessa, mas já percebi que seres abissais tendem a querer igualar a inteligência dos outros às deles. Até que o num dado momento ele atingiu o auge da essência criação do Gepetto e me perguntou (23h30 da noite de domingo, isso mesmo) se eu não gostaria de ver filmes com ele na casa dele (sic). Decidi que o melhor era ignorar e lançar um status Ocupado, se ele não entendeu até agora, significa que qualquer resposta que eu desse depois disso seria dar Ibope e me tornaria responsável pelos comentários posteriores, por que esse já tinha saído do nível aceitável de joselitagem, e passado pro nível do desrespeito. À minha dignidade e à minha inteligência, claro. Mais um pra lista de bloqueios.

Meu objetivo é fazer com eles o que eles tentam fazer comigo, e certamente, com outras. Ou seja, eu me divirto em algumas situações dizendo simplesmente uma desculpa esfarrapada pra não estar dando atenção, dizendo que vou ligar e não ligando, etc. Me ensinaram (e foi de grande valia), que as mulheres só vão deixar de sofrer à toa por amor quando fizerem um homem sofrer de verdade, com uma sacanagem forte. Não foi fácil assumir um comportamento que eu considero cruel (e/ou idiota), mas devo admitir que depois disso, de fato, fiquei muito mais racional. Mas agora chega, nada mais de fazer nenhum pobre coitado de bode expiatório nem de ficar me divertindo com a “otarice” temporária de outros caras.

Considero que depois desses anos de curso já dá pra eu ser uma pessoa focada e capaz de deixar as coisas acontecerem, ou seja, se eu tenho um alvo de interesse, ele vai ser meu foco, mas jamais vou deixar que aquilo mande na minha vida a ponto de me tirar da zona de conforto e me desestabilizar, e nem vou ficar “tapando o sol com a peneira” com outros, enquanto eu não o atinjo. Fico triste que algumas mulheres ainda não consigam ser bem resolvidas, às vezes vejo algumas chorando pelos cantos e mal enxergam o quanto elas têm valor, só que com essa postura não dá, ninguém vai enxergar. E eu posto essas coisas justamente pra essas verem que é possível haver vida depois da decepção.
Ao mesmo tempo vejo outras se desvalorizando por futilidades, seja na televisão declarando um sonho de posar pra Playboy ou dando em cima de homem casado em reality show, seja na vida real (mesmo) sendo tratada como objeto e se expondo. Novamente, cada um faz o que quiser, mas acho legal não fazer da vida um livro aberto achando bonito isso, como se isso traduzissse a mente da mulher moderna, e que tenham peito (sem se apoiar nas turbinadas) depois pra assumir as consequencias.

E homens...por favor. Sempre rola uma pontinha de esperança que algum leia isto e funcione pra algo. Hoje eu peço, encarecidamente: tenham mais tato...não custa nada usar da sinceridade (sem acidez...rsrs), isso não é sinônimo de começar uma DR. Para alguns eu peço apenas que tenham mais noção. E muito bom senso. Pode ser?